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ENARE 2026 R3 Ginecologia e Obstetrícia

Questão 8 — ENARE 2026 R3 Ginecologia e Obstetrícia

Ginecologia e Obstetrícia Medicina Fetal e Complicações da Gestação Infecções na Gestação
Gestante de 31 anos, G2P1, com 30 semanas de gestação, procura atendimento com história de febre alta há 3 dias, cefaleia, dor retro-orbital, mialgia intensa e náuseas. Relata diminuição da movimentação fetal nas últimas 12 horas. Ao exame, apresenta-se febril (38,5 °C), com pressão arterial de 80 x 50 mmHg, pulso 108 bpm, frequência respiratória de 30 irpm, presença de petéquias em membros inferiores e dor à palpação do hipocondrio direito. Exames laboratoriais: hematócrito: 42% (aumento em relação ao basal de 35%), plaquetas: 85.000/ mm³, TGO: 145 U/L, TGP: 130 U/L, teste rápido NS1 positivo, proteinúria ausente. Doppler obstétrico: mostrou centralização da circulação fetal e a cardiotocografia mostrou reatividade ausente, variabilidade mínima. Considerando a condição apresentada pela gestante, a sua classificação da dengue segundo o Ministério da Saúde e a melhor conduta obstétrica neste momento são
A dengue com sinais de alarme, manter hidratação venosa rigorosa e vigilância materno-fetal em enfermaria.
B dengue grave, admissão em UTI, estabilização hemodinâmica e antecipação do parto com cuidados obstétricos apropriados a idade gestacional.
C dengue clássica, tratar como ambulatorial com hidratação oral e seguimento obstétrico próximo.
D dengue com sinais de alarme, iniciar corticoide para melhora do quadro materno e aguardar estabilização.
E dengue grave, iniciar esquema antibiótico amplo e administrar imunoglobulina IV pela plaquetopenia.
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Resposta Correta B
Comentário

A gestante apresenta dengue com choque (PA 80×50), extravasamento plasmático (hematócrito crescente), plaquetopenia e sofrimento fetal; pelo Ministério da Saúde, choque define dengue grave e exige cuidados intensivos, expansão volêmica criteriosa e monitorização materna contínua. A alternativa B acerta a classificação e a necessidade de estabilização em UTI. A antecipação do parto, porém, não é medida automática para toda dengue grave: deve decorrer de indicações obstétricas e estado materno-fetal após estabilização, em decisão multidisciplinar; neste caso, ausência de reatividade e variabilidade mínima reforçam preocupação com comprometimento fetal. Evitar transfusão plaquetária profilática sem indicação e corticoide como tratamento da dengue.

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