Questão 1 — Revalida INEP 2023.1
Um paciente com 54 anos, em acompanhamento há 4 meses em função de cardiopatia isquêmica dilatada, foi admitido na unidade de emergência com queixas de súbitas palpitações e dispneia há cerca de 3 horas. O paciente nega dor precordial, informando ser portador, de longa data, de hipertensão arterial sistêmica e diabetes melito, em uso de carvedilol, enalapril, furosemida, espironolactona, dapagliflozina e insulina NPH (dose apenas noturna). Ao exame físico, o paciente se encontra em moderado desconforto respiratório, sudorese presente, pressão arterial de 80 × 62 mmHg, frequência cardíaca de 120 batimentos por minuto, com ritmo cardíaco irregular e com estertoração bolhosa bibasal. É realizado um eletrocardiograma (ECG) que evidencia padrão irregular, com existência de ondas f, sendo caracterizada fibrilação atrial paroxística com elevada resposta ventricular; fora a presença de ondas Q patológicas na parede anterior, não há distúrbios de ST-T no ECG. A médica que o atende opta por realizar um procedimento que exige prévia aplicação de sedação e analgesia ao paciente, passando a explicar-lhe o que será realizado em seguida. Diante da situação apresentada, o procedimento que será realizado no paciente é
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Alternativa Correta: D. O paciente apresenta uma taquiarritmia (Fibrilação Atrial com elevada resposta ventricular) associada a sinais inequívocos de instabilidade hemodinâmica (hipotensão arterial PA 80 x 62 mmHg, desconforto respiratório, sudorese e estertoração pulmonar bibasal). De acordo com as diretrizes do ACLS, diante de qualquer taquiarritmia instável, a conduta indicada é a cardioversão elétrica sincronizada imediata (precedida por sedação e analgesia devido à dor do choque).
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