Questão 95 — Revalida INEP 2024.1
Uma criança com 6 anos é levada à unidade básica de saúde por sua mãe, apresentando quadro de febre, mal-estar, hiporexia, dores no corpo, otalgia, cefaleia, exantema e desidratação há 5 dias. A paciente é procedente de área com casos de dengue. Para tratar sua filha, a mãe administrou, por indicação de uma vizinha, antibiótico via otológica, por 3 dias, sem melhora. Ao exame físico, a paciente encontra-se febril (38,6 °C), hipocorada (+/4) e levemente desidratada, sem outras alterações. Nesse caso, além de prescrever antitérmico, qual é a conduta médica adequada para realizar a investigação diagnóstica e o tratamento apropriado para a criança?
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Alternativa correta: C. O quadro clínico e o vínculo epidemiológico sustentam a suspeita de dengue, sem sinal de alarme, sangramento cutâneo, condição clínica especial ou comorbidade descrita. Portanto, antes do resultado da prova do laço, a criança é inicialmente manejada como Grupo A. A desidratação leve não é, isoladamente, critério para Grupo B; ela reforça a necessidade de hidratação, preferencialmente oral quando tolerada.
A prova do laço integra a avaliação de manifestações hemorrágicas: se positiva, caracteriza sangramento induzido e leva ao manejo como Grupo B, com hemograma obrigatório e observação até o resultado. A otoscopia é indicada pela otalgia e permite avaliar uma possível afecção otológica sem prescrever antibiótico empiricamente. Na ausência de sinais de alarme ou incapacidade de hidratação oral, não há indicação inicial de expansão venosa. O retorno deve ocorrer imediatamente se surgirem sinais de alarme, no dia da melhora da febre ou, se a febre persistir, no quinto dia da doença.
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