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Revalida INEP 2025.1

Questão 19 — Revalida INEP 2025.1

Ginecologia e Obstetrícia Trabalho de Parto e Parto Monitorização Fetal Intraparto

Gestante de 25 anos é atendida em uma maternidade no primeiro estágio da fase ativa de trabalho de parto. Seu pré-natal foi de risco habitual e ela está com 40 semanas de gestação. Durante a ausculta intermitente, é detectada uma frequência cardíaca fetal mantida de 100 bpm. Diante disso, é realizada cardiotocografia, que mostra parâmetros normais, exceto a linha de base em torno de 102 bpm por um período de 10 minutos. A paciente não apresenta outros sinais ou sintomas de complicações, e o restante do exame físico está dentro dos parâmetros esperados para a fase ativa do trabalho de parto.

Diante desse quadro clínico, a conduta adequada é:

A encaminhar a paciente para cesariana por se tratar de sofrimento fetal agudo.
B administrar ocitocina e acelerar a ultimação do parto por se tratar de sofrimento fetal agudo.
C iniciar tocolíticos para reduzir a atividade uterina e aguardar melhora espontânea da frequência cardíaca fetal.
D administrar oxigênio e mudar a posição da gestante, reavaliando a frequência cardíaca fetal após alguns minutos.
Ver Resposta e Comentário
Resposta Correta D
Comentário

Alternativa Correta: D.

A paciente apresenta um traçado cardiotocográfico com bradicardia fetal discreta (linha de base mantida em torno de 102 bpm por 10 minutos; limite normal inferior é de 110 bpm) de forma isolada, em um contexto de parâmetros cardiotocográficos normais (provável variabilidade normal e ausência de desacelerações patológicas de tipo DIP II ou DIP umbilical).

  • Essa alteração isolada não configura de imediato um padrão de Sofrimento Fetal Agudo intolerável ou asfixia grave iminente que justifique interposição cirúrgica imediata (cesárea de urgência - alternativa A) ou aceleração iatrogênica do parto (ocitocina - alternativa B).
  • A primeira conduta diante de uma bradicardia sinusal ou padrão não tranquilizador em evolução consiste nas medidas de ressuscitação intrauterina inicial: lateralização materna de decúbito (decúbito lateral esquerdo para descompressão da veia cava), infusão hídrica se houver hipotensão e oferta de oxigênio sob máscara, seguidas de monitoramento rigoroso e contínuo para reavaliar a frequência cardíaca e a variabilidade fetal após alguns minutos.
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