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SES PE 2026.1

Questão 80 — SES PE 2026.1

Pediatria Infectologia Pediátrica Bronquiolite
Uma gestante de 34 anos, G2/P1, comparece à consulta de pré-natal na 31ª semana de gestação. O obstetra discute as estratégias de prevenção da Bronquiolite Viral Aguda pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) para o futuro recém-nascido. Considerando as recomendações atuais da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) para o uso do novo anticorpo monoclonal nirsevimabe para o lactente e do programa Nacional de Imunizações para o uso da vacina bivalente recombinante de pré-fusão F para gestantes, assinale a alternativa CORRETA.
A A estratégia preferencial para maximizar a proteção consiste na administração da vacina de VSR para a gestante após 34ª semana e, obrigatoriamente, na administração do nirsevimabe para o recém-nascido na maternidade, independentemente da idade gestacional ao nascer, garantindo "dupla barreira imunológica".
B Caso a gestante opte por receber a vacina contra o VSR nesta consulta e o parto ocorra a termo, o recém-nascido saudável não terá indicação de receber o nirsevimabe, pois é considerado protegido pela transferência passiva de anticorpos maternos.
C O nirsevimabe, assim como o palivizumabe, está indicado pelas sociedades médicas exclusivamente para grupos de alto risco, como prematuros abaixo de 29 semanas, portadores de cardiopatia congênita ou displasia broncopulmonar, não havendo indicação para lactentes a termo saudáveis.
D A vacina contra o VSR para gestantes no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, deve ser administrada apenas em gestantes com idade maior de 18 anos.
E Se a mãe não for vacinada durante a gestação, a recomendação da SBP é a indicação do nirsevimabe ao recém-nascido, porém sua proteção é de curta duração (cerca de 30 dias), necessitando de doses mensais repetidas durante toda a sazonalidade do vírus.
Ver Resposta e Comentário
Resposta Correta B
Comentário
A vacina contra o VSR (Abrysvo) foi aprovada no Brasil e no mundo para uso em gestantes (geralmente entre 24-36 semanas ou a partir da 32ª semana no PNI dependendo da portaria) com o objetivo de promover a transferência passiva transplacentária de anticorpos ao feto. O nirsevimabe é um anticorpo monoclonal de longa duração para uso em lactentes. As diretrizes sugerem utilizar apenas uma das estratégias para lactentes nascidos a termo e saudáveis: ou a vacina materna ou o nirsevimabe no bebê, uma vez que a dupla proteção não demonstrou benefício adicional significativo do ponto de vista de custo-efetividade. Assim, se a mãe for vacinada adequadamente e o parto ocorrer no termo, a criança é considerada protegida, e o nirsevimabe não será indicado. A alternativa B reflete essa orientação.
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