SES-RJ 2026
Questão 48 — SES-RJ 2026
Primigesta de 33 semanas de gestação refere perda vaginal de líquido há 4 horas. Nega comorbidades. Refere boa movimentação fetal. Última consulta de pré-natal foi há duas semanas. Ao exame, PA – 100x60 mmHg, temperatura axilar de 36,2 °C, altura uterina de 30 cm, batimentos cardiofetais 140 bpm, dinâmica uterina ausente, exame especular com saída de líquido amniótico claro sem grumos pelo orifício cervical externo do colo uterino. Hemograma e exame de urina normais. Além de internação, qual é a conduta mais adequada no caso?
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Resposta Correta
B
Comentário
Há rotura prematura pré-termo de membranas confirmada pela visualização de líquido amniótico saindo pelo colo, sem trabalho de parto, infecção ou comprometimento fetal. Aos 33 semanas, a conduta habitual é internação e manejo expectante até aproximadamente 34 semanas, com vigilância clínica materna para corioamnionite, avaliação fetal, antibioticoterapia de latência e ciclo de corticosteroide antenatal para maturação pulmonar. Deve-se interromper a gestação diante de corioamnionite, sofrimento fetal, trabalho de parto estabelecido, descolamento placentário ou outra indicação obstétrica. Sulfato de magnésio para neuroproteção fetal é geralmente empregado quando o parto prematuro iminente ocorre antes de 32 semanas, portanto não é rotina neste caso. A via de parto permanece obstétrica; rotura de membranas não indica cesariana isoladamente.
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