Questão 1 — SUS SP 2024
Uma mulher de 57 anos de idade, hipertensa, diabética e dislipidêmica foi internada na enfermaria de clínica médica devido a pielonefrite e, atualmente, está em D5 de ceftriaxone endovenoso. Exames realizados no momento: Hb 10,6; leucócitos 17.350, à custa de neutrófilos; ureia 78; CR 1,34 (CLCR 46); e PCR 32. TC de abdômen apenas com nefrograma estriado à direita, urina 1 da admissão com leucocitúria e nitrito positivo. Devido a desconforto torácico e leve dessaturação, foi solicitada uma angiotomografia arterial de tórax, que deu positivo para tromboembolismo pulmonar em ramo proximal de artéria pulmonar direita. Durante a noite, houve piora clínica: PA de 89x57 mmHg; FC de 118 bpm; temperatura de 38,7°C; e TEC = 4,5 segundos. As imagens a seguir representam a ultrassonografia à beira leito.

Além das imagens anteriores, não havia alterações pleuropulmonares significativas. Cava com variabilidade inspiratória > 50%. Não foi observado sinal de McConnell ou D sign.
Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta a conduta inicial terapêutica que deverá ser adotada.
Ver Resposta e Comentário
A paciente apresenta instabilidade hemodinâmica, porém sem sinais de sobrecarga de ventrículo direito (sinal de McConnell ausente). A variabilidade da veia cava > 50% aponta para choque distributivo/hipovolêmico, compatível com a progressão da infecção (choque séptico). Assim, a conduta é escalonar o antibiótico, colher culturas e tratar o TEP incidental com anticoagulação plena.
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