Questão 7 — TPI Afya 2023.2
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Paciente possui critérios de Framingham para diagnóstico clínico de IC, sendo eles: dispneia paroxística noturna, turgência jugular, cardiomegalia ao Rx, sinais de edema agudo de pulmão, ritmo de galope na ausculta cardíaca. Todos esses são critérios maiores, sendo necessários apenas dois deles para diagnóstico. Ainda como critério menor, temos edema de membros inferiores, dispneia e derrame pleural.
Com base no diagnóstico, é necessário classificar o perfil hemodinâmico para tratamento, e esse caso apresentado nos revela uma paciente em perfil hemodinâmico B “quente e úmido”, sendo os vasodilatadores venosos (nitratos) e diuréticos de alça as medicações indicadas para tratamento nesse momento. A classificação de Stevenson propõe avaliação do perfil hemodinâmico para tratamento da IC: pacientes que apresentam congestão são denominados “úmidos”, enquanto os sem congestão, “secos”. Os que apresentam sinais de perfusão periférica inadequada são denominados “frios”, e os sem sinais de baixa perfusão, “quentes”.
Portanto, temos que as demais alternativas estão incorretas por classificação inadequada. A alternativa “perfil hemodinâmico B, devendo iniciar furosemida e espironolactona, ambos por via oral para ação diurética rápida” está incorreta porque o tratamento nesse momento é com vasodilatadores e diuréticos de alça (e não mineralocorticoide), e as medicações devem ser venosas devido à emergência em questão. Durante a internação, já com a paciente estabilizada, as medicações que fazem parte dos pilares do tratamento da insuficiência cardíaca vão sendo adicionadas: IECA/BRA ou Sacubitril Valsartana, bloqueador mineralocorticoide, iSGLT2, betabloqueadores.
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