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TPI Afya 2023.2

Questão 96 — TPI Afya 2023.2

Ginecologia e Obstetrícia Infecções Genitais e Doença Inflamatória Pélvica Infecção Ascendente
Mulher de 24 anos, nuligesta, vida sexual ativa, usuária de DIU de cobre, com queixa de dor pélvica há 1 semana. Refere febre baixa há 2 dias. Ao ser examinada, apresentou dor à palpação do hipogástrio, à mobilização do colo e na topografia anexial esquerda. Al disso, evidenciou-se no exame especular um corrimento lento fiuindo através do colo uterino. Realizou USG transvaginal com achado de imagem cística na região anexial esquerda de conteúdo espesso medindo 4 cm de metro. Diante da situação, o médico deve
A intemar a paciente, Iniciar antibloticoterapia de amplo espectro e retirar 0 DIU.
B indicar exploração cirúrgica laparoscópica da pelve e retirar o DIU.
C Iniciar antibioticoterapia de amplo espectro e indicar exploração laparoscópica da pelve.
D internar à paciente, Iniciar antibloticoterapia de amplo espectro e manter 0 DIU.
E iniciar antibloticoterapia ambulatorial de amplo espectro e manter o DIU.
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Resposta Correta D
Comentário

O tratamento da doença inflamatória pélvica (DIP) deve ter como objetivos a prevenção do dano tubário e a preservação da vida. A DIP leve e moderada sem formação de abscesso (graus I e II) pode ser mantida ambulatorialmente. Doença moderada a grave com pelviperitonite e formação de abscesso tubo-ovariano ou pélvico, sinais de choque, falta de resposta ao tratamento oral e condições socioeconômicas precárias são considerados critérios para hospitalização das pacientes. O esquema terapêutico de primeira linha em pacientes com critérios de internação consiste no uso de antimicrobianos de administração parenteral e na transição para a via oral em 24 a 48 horas após melhora clínica, devendo ser mantida por 14 dias. A videolaparoscopia é reservada para os casos de dúvida diagnóstica e de ausência de resposta à terapia parenteral por 72 horas.

Segundo o Manual de Doenças infecciosas da FEBRASGO, não existem evidências que indiquem a necessidade de remoção do DIU nas portadoras de DIP. O Protocolo Brasileiro para Infecções Sexualmente Transmissíveis 2020: Doença inflamatória pélvica afirma que a remoção do DIU não deve ser, necessariamente, realizada nos casos leves e moderados da doença inflamatória pélvica, mas deve ser considerada caso a usuária deseje fazê-lo ou se não houver melhora clínica após 72 horas da antibioticoterapia, ou, ainda, em casos de doença inflamatória pélvica severa. Porém, quando indicada, a remoção só deve ocorrer após duas doses do esquema terapêutico. Nesses casos, deve-se orientar o uso de métodos de barreira ou hormonais.

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