Questão 96 — TPI Afya 2023.2
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O tratamento da doença inflamatória pélvica (DIP) deve ter como objetivos a prevenção do dano tubário e a preservação da vida. A DIP leve e moderada sem formação de abscesso (graus I e II) pode ser mantida ambulatorialmente. Doença moderada a grave com pelviperitonite e formação de abscesso tubo-ovariano ou pélvico, sinais de choque, falta de resposta ao tratamento oral e condições socioeconômicas precárias são considerados critérios para hospitalização das pacientes. O esquema terapêutico de primeira linha em pacientes com critérios de internação consiste no uso de antimicrobianos de administração parenteral e na transição para a via oral em 24 a 48 horas após melhora clínica, devendo ser mantida por 14 dias. A videolaparoscopia é reservada para os casos de dúvida diagnóstica e de ausência de resposta à terapia parenteral por 72 horas.
Segundo o Manual de Doenças infecciosas da FEBRASGO, não existem evidências que indiquem a necessidade de remoção do DIU nas portadoras de DIP. O Protocolo Brasileiro para Infecções Sexualmente Transmissíveis 2020: Doença inflamatória pélvica afirma que a remoção do DIU não deve ser, necessariamente, realizada nos casos leves e moderados da doença inflamatória pélvica, mas deve ser considerada caso a usuária deseje fazê-lo ou se não houver melhora clínica após 72 horas da antibioticoterapia, ou, ainda, em casos de doença inflamatória pélvica severa. Porém, quando indicada, a remoção só deve ocorrer após duas doses do esquema terapêutico. Nesses casos, deve-se orientar o uso de métodos de barreira ou hormonais.
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