Você é médico(a) de família e comunidade em uma Unidade de Saúde da Família e seu primeiro paciente do dia é um homem. Ele vem sem queixas para um consulta de rotina agendada previamente. Ele tem 59 anos, é hipertenso controlado e nunca teve eventos cardiovasculares. Faz uso de losartana 50 mg/dia e ácido acetilsalicílico (AAS) 100 mg/dia. É ex-tabagista, parou há 16 anos. Apresenta exame físico normal. Você como médico(a) de família e comunidade calculou o risco para eventos cardiovasculares em 10 anos e o resultado foi de 9,4% (risco intermediário). Neste contexto, qual a melhor conduta em relação ao uso do AAS?
A
Retirar, pois o paciente não apresenta alto risco cardiovascular.
Correta. Em prevenção primária, o AAS não deve ser mantido rotineiramente em paciente com risco cardiovascular apenas intermediário, porque o benefício absoluto é pequeno e deve ser ponderado contra sangramento.
B
Retirar, pois o uso de AAS profilático é apenas para prevenção secundária.
Incorreta. A conduta “Retirar, pois o uso de AAS profilático é apenas para prevenção secundária” não é a melhor abordagem para este cenário. Em prevenção primária, o AAS não deve ser mantido rotineiramente em paciente com risco cardiovascular apenas intermediário, porque o benefício absoluto é pequeno e deve ser ponderado contra sangramento.
C
Manter, pois todo homem hipertenso acima de 50 anos deve fazer uso.
Incorreta. A conduta “Manter, pois todo homem hipertenso acima de 50 anos deve fazer uso” não é a melhor abordagem para este cenário. Em prevenção primária, o AAS não deve ser mantido rotineiramente em paciente com risco cardiovascular apenas intermediário, porque o benefício absoluto é pequeno e deve ser ponderado contra sangramento.
D
Manter, pois todo homem acima de 50 anos deve fazer uso.
Incorreta. Manter, pois todo homem acima de 50 anos deve fazer uso não é a conduta de escolha neste cenário. Em prevenção primária, o AAS não deve ser mantido rotineiramente em paciente com risco cardiovascular apenas intermediário, porque o benefício absoluto é pequeno e deve ser ponderado contra sangramento.
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Resposta CorretaA
Comentário
Em prevenção primária, o AAS não deve ser mantido rotineiramente em paciente com risco cardiovascular apenas intermediário, porque o benefício absoluto é pequeno e deve ser ponderado contra sangramento.