CirurgiaCirurgia VascularIsquemia Crônica do Membro
Homem, 65 anos, apresentava-se com dor em artelhos do pé esquerdo há dois meses com piora progressiva sem fator de melhora com a postura ou posição. Há um mês notou aparecimento de lesão necrótica no hálux esquerdo. Fumante há 40 anos e hipertenso com controle irregular fazendo uso de losartana 50 gm dia. Ao exame clínico apresentava-se com pulso femoral amplo e palpável e ausência de pulsos em região de poplítea, tibial posterior e de artéria pediosa. Lesão gangrenada e seca envolvendo 2/3 do hálux esquerdo com discreta hiperemia de bordos e sem edema. Qual melhor conduta imediata para o caso?
A
Antibioticoterapia de amplo espectro e terapia por oxigenioterapia hiperbárica.
Incorreta. A conduta “Antibioticoterapia de amplo espectro e terapia por oxigenioterapia hiperbárica” não é a melhor abordagem para este cenário. Dor persistente e gangrena do hálux na presença de doença arterial obstrutiva configuram isquemia crônica ameaçadora do membro.
B
Arteriografia do membro inferior esquerdo para planejamento de revascularização.
Correta. Gangrena seca com dor de repouso e ausência de pulsos distais caracteriza isquemia crônica ameaçadora do membro e requer planejamento de revascularização.
C
Amputação primária do hálux seguido de anticoagulação plena.
Incorreta. Amputação primária do hálux seguido de anticoagulação plena não é a conduta de escolha neste cenário. Dor persistente e gangrena do hálux na presença de doença arterial obstrutiva configuram isquemia crônica ameaçadora do membro.
D
Dupla antiagregação plaquetária seguido de exame de ultrassonografia vascular arterial e venosa.
Incorreta. A conduta “Dupla antiagregação plaquetária seguido de exame de ultrassonografia vascular arterial e venosa” não é a melhor abordagem para este cenário. Dor persistente e gangrena do hálux na presença de doença arterial obstrutiva configuram isquemia crônica ameaçadora do membro.
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Resposta CorretaB
Comentário
Dor persistente e gangrena do hálux na presença de doença arterial obstrutiva configuram isquemia crônica ameaçadora do membro. Antes de amputação limitada, deve-se mapear a anatomia arterial para planejamento de revascularização; na questão, isso é feito por arteriografia.