Questão 88 — Associação Médica do Paraná (AMP) 2026
Medicina PreventivaAtenção Primária à SaúdeTabagismo
As recomendações para adequada abordagem do fumante sugerem um conjunto de intervenções, organizadas por meio de um programa estruturado e multiprofissional. É correto afirmar:
A
Mesmo que o paciente não deseje parar de fumar é considerado estágio de contemplação.
Um usuário que recusa peremptoriamente a ideia de abandonar seus costumes está fixado no período conhecido pela ciência do comportamento como fase da 'Pré-Contemplação'.
B
Quando prescrito bupropriona o paciente é orientado a parar de fumar no 8° dia de tratamento.
Esta era a intenção inicial da banca, sendo o dia estipulado no Brasil. No entanto, por ambiguidades interpretativas em literatura médica internacional quanto a outros alvos estendidos na segunda semana, a questão encontrou-se prejudicada e foi anulada após recursos.
C
A abordagem cognitivo-comportamental não se mostrou muito efetiva na cessação do tabagismo.
Atrelada à reposição e aos antagonismos com fármacos, as sessões programadas com reestruturação dos vieses comportamentais estão consagradas mundialmente na eficácia baseada em evidência na descontinuidade duradoura do tabaco.
D
A prescrição medicamentosa é recomendada em pacientes com escore do teste de Fagerström < 5.
Ao contrário; o rigor das diretrizes restringe que as instâncias intervencionistas com abordagens intensivas medicamentosas devam privilegiar os viciados de graus muito altos ou superiores que marquem de pontuação explícita um índice > 4.
E
A abordagem mínima só está indicada de ser realizada para pacientes com claro interesse em parar de fumar.
O paradigma vigente orienta que a estratégia primária de ação do profissional diante a um diagnóstico ambulatorial, a 'Abordagem Mínima', deve ser oferecida a absolutamente todas e quaisquer pessoas, até aquelas recusas expressas e fechadas nas resistências.
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Resposta CorretaX
Comentário
A referida questão da banca foi Anulada por apresentar embasamentos discutíveis frente aos pequenos litígios técnicos internacionais sobre as condutas precisas do manejo. A premissa central é que o Ministério da Saúde (por meio dos cadernos temáticos da APS ou do manual do INCA) indica oficialmente aos programas vigentes que na intervenção intensiva via medicamento da Bupropiona, a droga deve ter seu consumo iniciado com antecedência de forma a circular e ganhar potencial orgânico ainda num cenário enquanto a pessoa encontra-se ativamente consumindo os teores nicotínicos de hábito. Após esta carga gradativa ao final de sua primeira semana se instaura o tão esperado “Dia D” (A data precisa de estagnação e corte), o que frequentemente e prioritariamente é agendado ao oitavo dia ininterrupto da terapia em pílulas. Algumas fontes apontavam lacunas flexíveis desse prazo até a 2ª semana, o que induziu contestações entre os candidatos na prova.