Quanto ao rastreio de pré-eclâmpsia, assinale a alternativa correta.
A
Na avaliação dopplervelocimétrica, o aumento do índice de pulsatilidade da artéria oftálmica materna traduz o aumento da resistência vascular periférica materna.
Alternativa aceita pela banca. Explicação abaixo.
B
Nas gestantes classificadas como de alto risco, recomenda-se administrar ácido acetilsalicílico 1,0 g/dia, preferencialmente à noite.
A dose recomendada de ácido acetilsalicílico (AAS) para prevenção da pré-eclâmpsia é de 100 a 150 mg/dia, não 1,0 g (1000 mg).
C
O rastreio realizado, entre 11 e 13 semanas, por uma combinação de fatores maternos, índices biofísicos e dosagens bioquímicas, apresenta sensibilidade de 95% para pré-eclâmpsia pré-termo.
A sensibilidade com o modelo combinado (FMF) é em torno de 75-90% para PE precoce, não chega a 95%.
D
A dosagem do fator de crescimento placentário se encontra aumentada entre 11 e 13 semanas de gestação.
Na gravidez com risco de pré-eclâmpsia, os níveis do fator de crescimento placentário (PlGF) encontram-se REDUZIDOS, e não aumentados.
Ver Resposta e Comentário
Resposta CorretaA
Comentário
Na avaliação do risco para pré-eclâmpsia (PE), o estudo dopplervelocimétrico da artéria oftálmica materna tem ganhado destaque como um marcador do aumento da resistência vascular e de alterações endoteliais no leito vascular cerebral. O aumento dos índices de resistência e pulsatilidade nesses vasos, caracteristicamente, reflete o espasmo arteriolar sistêmico típico da pré-eclâmpsia. O rastreio mais precoce, realizado através da dopplervelocimetria das artérias uterinas (que mostra resistência aumentada), da história clínica materna, pressão arterial e marcadores bioquímicos (como PlGF reduzido e PAPP-A reduzido) ajuda a identificar gestantes que podem se beneficiar do AAS profilático (em baixas doses: 100-150 mg/dia).
Parceria Exclusiva
Estratégia Med
Buscando cursos em vídeo? Garanta 10% de desconto no Estratégia Med.