ENARE 2026 R3 Clínica Médica
Questão 32 — ENARE 2026 R3 Clínica Médica
Paciente masculino, 68 anos, portador de adenocarcinoma pulmonar metastático, é internado para controle de dor óssea refratária. Relata uso domiciliar de tramadol 100 mg de 6/6h sem alívio adequado da dor (escala visual analógica = 8/10). Ao exame físico, apresenta-se desidratado, com performance status ECOG 2. Os exames laboratoriais mostram: cálcio total 12,8 mg/dL (VR: 8,5-10,5); cálcio ionizado 1,45 mmol/L (VR: 1,12-1,32); creatinina 1,4 mg/dL (VR: 0,7-1,2) ureia 52 mg/dL (VR: 15-45); clearance de creatinina estimado 55 mL/min/1.73m²; sódio 138 mEq/L; potássio 4,2 mEq/L; ALT 28 U/L; AST 32 U/L (função hepática normal). Acerca da conduta terapêutica mais adequada para o controle da dor nesse paciente, é correto afirmar que
Ver Resposta e Comentário
Resposta Correta
E
Comentário
Dor oncológica óssea intensa apesar da dose máxima de tramadol requer progressão para opioide forte com analgesia de resgate. O fentanil transdérmico oferece componente basal e tem menos metabólitos renais ativos, enquanto a morfina intravenosa permite alívio e titulação imediatos durante a latência do adesivo. A hipercalcemia sintomática e a desidratação também contribuem para sofrimento e exigem hidratação, seguida de bisfosfonato para controle mais sustentado; dexametasona pode atuar como adjuvante em dor relacionada ao tumor. Manter tramadol é insuficiente. Fentanil 25 mcg/h pode representar conversão inicial elevada para essa exposição opioide. Metadona demanda experiência, avaliação de interações e monitorização do intervalo QT. A alternativa E integra analgesia basal, resgate e tratamento do componente metabólico.
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