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ENARE 2026 R3 Clínica Médica

Questão 68 — ENARE 2026 R3 Clínica Médica

Clínica Médica Gastroenterologia e Hepatologia Doenças do Cólon e Reto
Paciente do sexo feminino, 72 anos, internada há 10 días, em Unidade de Terapia Intensiva, devido à pneumonia grave, tratada com ceftriaxona. Há 48 horas, iniciou quadro de diarreia líquida (6 episódios nas últimas 24 horas), acompanhada de dor abdominal difusa. Apresenta leucocitose de 18.000 células/mm² e creatinina sérica de 1,8 mg/dL (valor basal de 0,9 mg/dL). A paciente não possui histórico de diarreia prévia. Considerando o quadro clínico e os fatores de risco para infecção por Clostridioides difficile, a conduta diagnóstica e terapêutica mais apropriada é
A iniciar tratamento com metronidazol oral 500 mg, de 8/8h, por 14 dias, enquanto se aguarda o resultado da pesquisa de toxinas A e B nas fezes.
B realizar pesquisa isolada de toxinas A e B para Clostridioides difficile nas fezes e iniciar metronidazol oral 500 mg, 3 vezes ao dia, por 10 dias, enquanto se aguarda a confirmação diagnóstica.
C iniciar tratamento com fidaxomicina 200 mg, duas vezes ao dia, por 10 dias sem possibilidade de coleta de exames para diagnóstico, uma vez que as fezes são líquidas.
D prescrever probióticos, rifaximina por 14 dias, coletar toxina A e B nas fezes e teste de amplificação de ácido nucleico (PCR) nas fezes para Clostridioides difficile, não havendo necessidade de colocar a paciente em precaução de contato.
E realizar teste de amplificação de ácido nucleico (PCR) para Clostridioides difficile ou o teste de antígeno glutamato desidrogenase (GDH), em conjunto com a pesquisa das toxinas A e B, ambos nas fezes, e iniciar vancomicina oral 125 mg, 4 vezes por dia, por 10 dias.
Ver Resposta e Comentário
Resposta Correta E
Comentário
Diarreia aguda após internação e ceftriaxona, leucocitose acima de 15.000/mm³ e elevação da creatinina tornam provável infecção grave, porém não fulminante, por Clostridioides difficile. Devem ser testadas fezes não formadas. Na ausência de critérios institucionais rígidos para submissão da amostra, recomenda-se algoritmo em etapas com GDH e toxina, arbitrado por NAAT, ou NAAT associada à toxina; toxina isolada tem sensibilidade limitada. A alternativa E oferece estratégia diagnóstica adequada e vancomicina oral 125 mg quatro vezes ao dia por dez dias, que continua sendo tratamento aceitável. Atualização conforme diretrizes atuais: IDSA/SHEA prefere condicionalmente fidaxomicina no episódio inicial quando disponível, mas reconhece vancomicina como alternativa aceitável. Também se deve instituir precaução de contato e rever o antibiótico desencadeante.
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