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ENARE 2026 R3 Ginecologia e Obstetrícia

Questão 26 — ENARE 2026 R3 Ginecologia e Obstetrícia

Ginecologia e Obstetrícia Prematuridade e Rotura de Membranas Membranas Ovulares
Gestante de 30 anos, G2P1, com 31 semanas e 2 dias, deu entrada na maternidade há 48 horas com diagnóstico de perda de líquido amniótico por rotura da bolsa amniótica. Foi internada e iniciou antibiótico profilático e corticosteroide para maturação pulmonar fetal. Nas últimas 12 horas, passou a apresentar febre (pico de 38,9 °C), taquicardia materna (FC 122 bpm), taquicardia fetal (FC 175 bpm) e queixa de dor à palpação uterina difusa. Refere também calafrios e liberação de conteúdo vaginal amarelado. O útero se apresenta discretamente hipertônico à palpação. Exames laboratoriais: leucócitos: 17.200/mm³ (com desvio à esquerda), PCR: 9,8 mg/dL. Urina 1: sem alterações. Cardiotocografia: traçado com linha de base de 175 bpm, variabilidade diminuída, sem acelerações, sem desacelerações. A conduta mais apropriada para o caso é
A manter corticoterapia e antibiótico, iniciar tocolítico e aguardar até completar 34 semanas para interrupção da gestação.
B realizar amniocentese para confirmar infecção intrauterina antes de decidir pela via de parto.
C indicar interrupção imediata da gestação, independentemente da idade gestacional.
D aguardar espontaneamente a evolução para trabalho de parto, mantendo antibióticos e vigilância intensiva.
E indicar cesariana de urgência, pois é a única via segura para o feto em casos de infecção intrauterina confirmada.
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Resposta Correta C
Comentário

Rotura prematura de membranas às 31 semanas com febre 38,9°C, taquicardia fetal e materna, dor uterina, secreção amarelada e leucocitose define alta suspeita de infecção intra-amniótica. Nessa situação a conduta expectante até 34 semanas deixa de ser segura: iniciar antibióticos de amplo espectro, estabilizar a paciente e providenciar o parto sem demora desnecessária, independentemente da idade gestacional, como em C. A expressão "interrupção imediata" refere-se à indicação de terminar a gestação após medidas iniciais, não a cesariana obrigatória; via de parto deve considerar obstetrícia e condição fetal. Não se deve tocolisar diante de infecção presumida.

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