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ENARE 2027 — R+ Clínica Médica

Questão 48 — ENARE 2027 — R+ Clínica Médica

Clínica Médica Neurologia Cefaleias
Mulher de 64 anos, com diagnóstico prévio de neuralgia do trigêmeo clássica, procura o serviço de emergência por intensificação importante da dor nas últimas 48 horas. Apresenta paroxismos de dor facial unilateral, em choque, envolvendo os territórios maxilar e mandibular direitos, com duração de segundos e desencadeados pela mastigação, fala e toque da face. Nas últimas horas, os episódios tornaram-se muito frequentes, impedindo alimentação e dificultando a ingestão de líquidos. Faz uso regular de carbamazepina, com controle satisfatório até recentemente. Encontra-se consciente, hemodinamicamente estável e sem déficit neurológico focal ou alteração persistente da sensibilidade facial. Analgésicos convencionais administrados no serviço de emergência não proporcionaram controle adequado dos paroxismos. O manejo imediato desse quadro deve
A acrescentar pregabalina por via oral à carbamazepina e observar a resposta nas próximas horas antes de considerar terapia parenteral.
B administrar fenitoína intravenosa sob monitorização cardiorrespiratória e, após o controle da exacerbação, reavaliar a estratégia farmacológica de manutenção.
C substituir a carbamazepina por lamotrigina, realizando titulação rápida até obtenção do controle dos paroxismos.
D administrar lidocaína tópica intranasal como estratégia de resgate e manter a carbamazepina na dose habitual até resolução da exacerbação.
E aumentar imediatamente a dose de carbamazepina e aguardar sua resposta antes de empregar outra estratégia farmacológica.
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Resposta Correta B
Comentário

A paciente tem exacerbação grave da neuralgia do trigêmeo, com paroxismos tão frequentes que impedem alimentação e hidratação, apesar de carbamazepina de manutenção. Nessas crises intensas, terapias parenterais de resgate podem ser necessárias; fenitoína ou fosfenitoína intravenosa, sob monitorização, pode reduzir rapidamente a descarga ectópica por bloqueio de canais de sódio.

Após controlar a crise, é necessário reavaliar dose, adesão, interações e opções de manutenção, além de considerar abordagem neurocirúrgica em refratariedade. Fármacos orais que exigem titulação lenta não são ideais para alívio imediato de uma exacerbação incapacitante.

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