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ENARE 2027 R3 Ginecologia e Obstetrícia

Questão 60 — ENARE 2027 R3 Ginecologia e Obstetrícia

Ginecologia e Obstetrícia Ginecologia Geral e Endocrinologia Ginecológica Infertilidade e Reprodução Humana
Casal com infertilidade sem causa aparente. Mulher de 29 anos, IMC 23 kg/m², com ciclos menstruais regulares, ausência de dismenorreia ou dispareunia e tubas pérvias confirmadas por histerossalpingografia. Parceiro de 32 anos com espermograma normal. O casal deseja iniciar tratamento de baixa complexidade (coito programado ou inseminação intrauterina) com indução da ovulação. Segundo a diretriz mais recente da American Society for Reproductive Medicine (ASRM) e o Tratado de Ginecologia FEBRASGO, é correto afirmar, nesse caso, que
A a perda ponderal de 5 a 10% de peso corporal em pacientes com obesidade melhora o cenário clínico porém não tem impacto em restituir a função reprodutiva e afastar a necessidade do tratamento.
B a idade feminina é um fator a ser considerado, há contra Indicação da inseminação intrauterina em pacientes com idade avançada mesmo não podem realizar fertilização in vitro. Uma paciente de 43 anos possui taxa de gravidez por ciclo de 0,03%.
C o acompanhamento ultrassonográfico durante a estimulação é de suma importância. A espessura endometrial mínima de 9 mm deve ser alcançada e assim que o folículo atingir 30 mm de diâmetro, pode-se realizar o gatilho da ovulação com drogas ou aguardar a ruptura espontânea, acompanhando o pico de LH por meio de coleta seriada.
D o cancelamento do ciclo por risco de gestação múltipla é recomendado apenas quando há mais de seis folículos acima de 14 mm, e não em número inferior.
E a ASRM não recomenda mais a utilização de gonadotrofinas em tratamentos de coito programado nem de inseminação intrauterina, devido à complexidade de uso, ao alto custo e ao aumento do risco de gravidez múltipla.
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Resposta Correta E
Comentário

Em infertilidade sem causa aparente, estratégias de baixa complexidade devem equilibrar eficácia e risco de gestação múltipla. As diretrizes atuais desaconselham o uso rotineiro de gonadotrofinas em coito programado ou inseminação intrauterina porque a resposta multifolicular é difícil de controlar e aumenta substancialmente gestações múltiplas, além de custo e complexidade. Esquemas com agentes orais são preferidos quando apropriados.

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