HCPA RS 2026
Questão 1 — HCPA RS 2026
Prematuro, pesando 1.200 g, com doença da membrana hialina e manifestações de insuficiência respiratória, necessitou de ventilação mecânica. A evolução clínica inicial foi satisfatória, com diminuição dos parâmetros do respirador. No 4º dia de vida, subitamente apresentou taquipneia, estertores crepitantes difusos e bilaterais, sopro sistólico na área infraclavicular esquerda (2+/4+) e má perfusão periférica. Tinha pulso periférico amplo. O fígado era facilmente palpável 5 cm abaixo do rebordo costal direito. Essa descompensação clínica provavelmente foi causada pela presença de
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Resposta Correta
C
Comentário
O caso clínico descreve um recém-nascido prematuro que vinha em recuperação da Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR/doença da membrana hialina) e, no 4º dia de vida, apresenta piora respiratória e sinais de insuficiência cardíaca (taquipneia, estertores, hepatomegalia, má perfusão). Os sinais patognomônicos apresentados são o sopro sistólico na área infraclavicular esquerda e os pulsos periféricos amplos. Essa é a apresentação clássica da Persistência do Canal Arterial (PCA) com repercussão hemodinâmica. No recém-nascido prematuro, com a regressão da resistência vascular pulmonar nos primeiros dias de vida, ocorre um shunt esquerdo-direito significativo através do canal arterial patente, levando a hiperfluxo pulmonar (congestão) e roubo de fluxo diastólico sistêmico (pulsos amplos ou celeres).
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