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IAMSPE 2025

Questão 29 — IAMSPE 2025

Cirurgia Geral Cirurgia do Aparelho Digestivo Apêndice
Paciente feminina, 18 anos, procurou atendimento em UPA com queixa de dor abdominal em baixo ventre há 2 dias e recebeu antibioticoterapia com ciprofloxacina para infecção do trato urinário. Sem melhora dos sintomas após 3 dias de tratamento, procurou um hospital de referência apresentando piora da dor abdominal, além de náuseas e vômitos. Ao exame físico, a paciente estava descorada (1+/4+), desidratada (2+/4+), afebril ao toque, com abdome tenso e doloroso à palpação em flanco e fossa ilíaca direita, com sinal de Giordano negativo. Exames laboratoriais: Hemoglobina: 12,6 g/dL, Leucócitos: 16.260/mm³, Plaquetas: 260.000/ mm³, Creatinina: 1,01 mg/dL, Ureia: 21,8 mg/dL, INR: 1,15, PCR: 23,9 mg/L (VR<1,0). Realizou tomografia computadorizada de abdome com contraste venoso para investigação que apresentou o seguinte achado.
Imagem da Questão 29
Dentre os diagnósticos diferenciais para esse caso, qual dos seguintes é o mais provável?
A Diverticulite de ceco.
B Doença inflamatória pélvica (DIP).
C Torção de cisto ovariano.
D Apendicite aguda.
E Infecção urinária complicada com pielonefrite.
Ver Resposta e Comentário
Resposta Correta D
Comentário

Alternativa Correta: D.

A dor que se intensificou e se localiza em flanco e fossa ilíaca direita, associada a náuseas, vômitos, leucocitose e proteína C reativa elevada, favorece apendicite aguda. O recorte tomográfico fornecido mostra alteração inflamatória no quadrante inferior direito; uma única imagem, porém, não permite demonstrar com segurança toda a extensão do apêndice. O gabarito D é coerente com o conjunto clínico e radiológico, sem exigir que se atribuam sinais não visíveis ao recorte.

O tratamento inicial como infecção urinária não trouxe melhora e o sinal de Giordano é negativo, o que reduz o apoio à pielonefrite. Em mulher jovem, doença inflamatória pélvica e torção anexial são diferenciais importantes, mas o enunciado não oferece sintomas ginecológicos ou achado anexial específico que os privilegie. Diverticulite cecal também pode imitar apendicite, mas não há descrição de divertículo inflamado no material apresentado.

Análise das alternativas:

  • A: Pode mimetizar dor à direita, mas o enunciado não demonstra divertículo cecal como foco.
  • B: Faltam pistas ginecológicas que tornem doença inflamatória pélvica a hipótese principal.
  • C: Não há achado anexial descrito que sustente torção como explicação preferencial.
  • D: O padrão clínico inflamatório em fossa ilíaca direita e a imagem regional sustentam apendicite.
  • E: Giordano negativo e piora sob tratamento urinário favorecem origem abdominal não renal.

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