Questão 48 — IAMSPE 2026
Paciente de 25 anos, previamente sem queixas ginecológicas, procura o PS de Ginecologia com quadro de dor em baixo-ventre de forte intensidade associada à febre nos últimos 3 dias. Vida sexual ativa, sem método contraceptivo no momento. Na admissão apresentava-se normotensa, temperatura axilar de 38,5 °C, frequência cardíaca de 100 bpm. No exame físico tinha descompressão brusca abdominal dolorosa, dor à mobilização de colo uterino ao toque bimanual e à palpação de fundo de saco de Douglas, além de cervicite mucopurulenta no exame especular. Presença de leucocitose com desvio à esquerda e aumento de 5 vezes o valor de referência laboratorial para PCR. USG transvaginal mostrava imagens anexiais bilaterais, 7 cm à direita e 9 cm à esquerda, com conteúdo heterogêneo e debris no seu interior, sem fluxo vascular ao doppler, com moderada quantidade de líquido livre na cavidade pélvica. Qual a principal hipótese diagnóstica e a melhor conduta nesse caso?
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O quadro clínico de dor pélvica, febre, cervicite purulenta, dispareunia e massas anexiais bilaterais sugere fortemente Doença Inflamatória Pélvica (DIP). A presença de massas complexas de 7 e 9 cm com líquido livre espesso e dor à descompressão indica Estágio III (abscessos tubo-ovarianos) ou até complicação (roto). A conduta correta exige internação, antibioticoterapia venosa e abordagem cirúrgica (videolaparoscopia) para drenagem.
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