Questão 76 — Revalida INEP 2022.1
Uma mulher com 35 anos de idade, com asma moderada, é atendida em pronto atendimento e relata dispneia e sibilos há 1 dia. Refere que, em casa, inalou 2 jatos de salbutamol de 4/4 horas, sem melhora clinicamente relevante. Nega febre, cefaleia, dor torácica, rinorreia ou gotejamento pós-nasais e relata tosse seca intermitente. No pronto atendimento, está inicialmente agitada, frequência cardíaca (FC) = 115 batimentos por minuto (bpm), pressão arterial (PA) = 140 x 80 mmHg, frequência respiratória (FR) = 32 incursões respiratórias por minuto (irpm), sibilos difusos, oximetria de pulso = 91% em ar ambiente; peak flow < 50% do previsto. Após receber O2 suplementar 1 L/min, 3 aplicações de 4 jatos de salbutamol por via inalatória em intervalos de 20 minutos + prednisona 60 mg por via oral, continua agitada, apresentando FC = 100 bpm, PA = 120 x 70 mmHg, FR = 28 irpm, e mantendo sibilos difusos em ambos os hemitórax; oximetria de pulso = 89% em ar ambiente e 93% com O2, peak flow mantém-se abaixo de 50%.
O próximo passo adequado à abordagem dessa paciente é
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O quadro clínico apresenta uma crise de asma grave exacerbada que se revelou refratária à terapêutica inicial com o beta-2-agonista de curta duração associado à corticoterapia sistêmica. Nesse contexto refratário, os próximos passos do tratamento incluem o uso do brometo de ipratrópio (anticolinérgico inalatório) associado ao sulfato de magnésio endovenoso, que atuam de forma combinada otimizando a broncodilatação para reverter o espasmo das vias aéreas.
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