Questão 56 — Revalida INEP 2024.2
Uma mulher de 42 anos é levada por familiares à emergência apresentando estado confusional e elevação importante da pressão arterial. Os familiares relatam que ela começou, recentemente, tratamento para hipertensão e que, nos últimos dias, tem se queixado de palpitações, cefaleia e sensação de cabeça leve. Atualmente, está utilizando metoprolol em substituição à clonidina, além de hidroclorotiazida e enalapril. Ao exame físico, apresenta-se agitada, confusa, com pupilas dilatadas e edema papilar, ela está sudoreica, com as extremidades apresentando discreto tremor e pulsos periféricos amplos, pressão arterial de 230 × 150 mmHg, frequência cardíaca de 115 batimentos por minuto e saturação de oxigênio de 89%. Realizada tomografia de crânio e coleta de líquor, cujos resultados não apresentaram evidências de hemorragia intracraniana ou de infecção. O resultado da pesquisa de drogas na urina foi negativo.
Diante desse quadro, a conduta imediata mais adequada para essa paciente é
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Alternativa Correta: B.
A paciente apresenta sinais clássicos de uma Emergência Hipertensiva do tipo Encefalopatia Hipertensiva (pressão arterial criticamente elevada de 230/150 mmHg associada a lesão de órgão-alvo aguda: estado confusional agudo e edema papilar no exame de fundo de olho). Adicionalmente, a paciente suspendeu de forma abrupta o uso de clonidina (um agonista alfa-2 adrenérgico central), o que pode precipitar uma crise de rebote simpático grave (exacerbada pela introdução isolada de betabloqueador sem bloqueio alfa prévio). O tratamento imediato exige monitorização contínua, oxigênio suplementar e controle pressórico rigoroso com anti-hipertensivo endovenoso de ação rápida, sendo o nitroprussiato de sódio o fármaco de escolha.
- A estabilização inicial com nitroprussiato endovenoso deve ocorrer na sala de emergência antes da transferência (B); a intubação orotraqueal imediata de rotina (A) sem tentativa de controle pressórico e ventilação não invasiva pode precipitar picos pressóricos ainda maiores; o manejo em enfermaria com drogas orais (C e D) é contraindicado devido ao altíssimo risco de óbito ou sequela neurológica irreversível.
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