Questão 26 — Revalida INEP 2025.1
Homem de 67 anos, com histórico de doença pulmonar obstrutiva crônica há 10 anos e tabagismo há 50 anos, é levado à unidade de pronto atendimento com desconforto respiratório, tosse e confusão mental há 2 horas. Familiar relata que, nos últimos 5 dias, houve piora progressiva da dispneia e aumento do volume de expectoração, além de mudança no aspecto dessa secreção, que passou de amarelo claro para verde escuro. Ao exame físico, encontra-se torporoso, com extremidades cianóticas e com sibilos e estertores difusos em todos os campos pulmonares. Considerando a situação apresentada, a condução clínica desse paciente deve incluir, obrigatoriamente, corticoterapia:
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Alternativa Correta: D.
O paciente apresenta um quadro clínico de Exacerbação Grave de DPOC, evidenciado pelo aumento da dispneia, do volume de escarro e da purulência do escarro (critérios de Anthonisen para uso de antibiótico).
- Indicação de Internamento Hospitalar: A presença de sinais de gravidade intoleráveis na urgência — como alteração do estado de consciência (confusão mental, torpor), hipoxemia central (cianose de extremidades) e uso de musculatura acessória — impõe o internamento hospitalar imediato (muitas vezes com necessidade de suporte ventilatório não invasivo ou invasivo em unidade de cuidados intensivos), inviabilizando qualquer seguimento puramente ambulatorial (eliminando as alternativas A e B).
- Uso de Corticoterapia: O tratamento medicamentoso de exacerbações moderadas a graves exige o uso de corticoides sistémicos (via oral ou intravenosa, como a metilprednisolona ou prednisona por 5 dias), que reduzem o tempo de recuperação, melhoram a função pulmonar (textVEF_1) e diminuem o risco de ocorrência precoce. Os corticoides inalatórios (alternativas B e C) não são utilizados de forma isolada na fase aguda de exacerbação.
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