Questão 32 — Revalida INEP 2025.1
Paciente do sexo feminino, 33 anos, previamente saudável, após ter sido submetida a abdominoplastia em clínica privada, evoluiu com instabilidade hemodinâmica no pós-operatório imediato antes da alta. O cirurgião plástico que a operou pediu à família da paciente que a levasse para a unidade de pronto atendimento, onde chegou sem vida.
À luz do Código de Ética Médica, deve-se considerar que o cirurgião plástico da situação descrita foi:
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Alternativa Correta: C.
A questão avalia a distinção conceitual e prática entre as três formas de culpa médica (negligência, imprudência e imperícia) no contexto da responsabilidade civil e ética médica:
- Negligência (Conduta do caso): Caracteriza-se pela omissão de deveres, inação, desatenção ou descuido de condutas mandatórias e consolidadas. O cirurgião plástico falhou gravemente ao notificar a ausência de estabilização hemodinâmica prévia da paciente em pós-operatório instável dentro da sua própria estrutura ou sob seu cuidado direto antes de autorizar ou delegar o transporte. Além disso, transferir a responsabilidade do transporte de um paciente crítico sob instabilidade severa à própria família constitui abandono de paciente e omissão de socorro qualificada.
- Imprudência: Envolve uma ação precipitada, com exposição a riscos desnecessários (ex: operar sabendo que não há retaguarda nenhuma, embora o erro central do enunciado tenha sido o abandono pós-operatório imediato).
- Imperícia: Falta de habilidade técnica ou conhecimento prático específico para a execução de determinado ato profissional (não há evidência no texto de falha puramente técnica do corte ou sutura).
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