Questão 66 — Revalida INEP 2025.1
Mulher de 57 anos com diagnóstico de diabetes mellitus há 10 anos e uso regular de metformina 2 g/dia e gliclazida 60 mg/dia comparece à unidade básica de saúde (UBS). Durante a consulta, a pressão arterial média, aferida em 3 medições consecutivas com intervalos de 1 minuto, é de 154x94 mmHg. Ao revisar o prontuário, o médico observa que, nas últimas 3 consultas, os níveis pressóricos registrados também estavam acima de 140x90 mmHg. Além disso, o médico verifica exame prévio de albuminúria de 50 mg/g de creatinina (valor de referência: < 30 mg/g de creatinina).
De acordo com a Diretriz Brasileira de Hipertensão e com base nesse quadro clínico e laboratorial, a conduta terapêutica inicial mais adequada para o tratamento da hipertensão consiste na prescrição de
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Alternativa Correta: C.
A paciente apresenta Hipertensão Arterial Sistêmica associada a duas comorbidades de alto impacto renal: Diabetes Mellitus e lesão de órgão-alvo documentada por microalbuminúria confirmada (50 mg/g de creatinina, indicando nefropatia diabética incipiente) .
Nesses cenários clínicos, a primeira escolha absoluta para o tratamento anti-hipertensivo deve ser um fármaco bloqueador do Sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona (SRAA), preferencialmente um Inibidor da Enzima de Conversão da Angiotensina (IECA) (como enalapril, captopril, ramipril) ou um Bloqueador dos Receptores de Angiotensina (BRA). Esses medicamentos promovem vasodilatação preferencial da arteríola eferente renal, reduzindo a pressão intraglomerular e exercendo um potente efeito nefroprotetor que retarda a progressão da insuficiência renal e reduz de forma direta a proteinúria/albuminúria.
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