Medicina PreventivaSaúde do TrabalhadorIntoxicaçãoAgrotóxicos
Mulher de 32 anos, parda, ensino fundamental incompleto,
trabalhadora rural, diarista no plantio de morango, procura
Unidade Básica de Saúde (UBS) com queixas de tonturas, dores
de cabeça, cansaço, náuseas e falta de ar. Ela referiu que desde
os 20 anos sofre com dores de cabeça frequentes, mas há 2
semanas, após uma pulverização de agrotóxicos, começou a
apresentar os sintomas descritos. Disse ainda que sua colega de
trabalho apresentava queixas similares. Ao ouvir esses relatos,
a médica da UBS suspeita de intoxicação aguda por agrotóxicos.
Nessa situação, qual é a conduta adequada a ser adotada na
assistência?
A
Encaminhar como caso suspeito ao centro de referência em saúde do trabalhador estadual e formalizar denúncia ao Ministério Público do Trabalho.
A formalização direta ao Ministério Público do Trabalho não é a conduta médica assistencial inicial na UBS.
B
Estabelecer nexo causal entre os sintomas e os resultados de exames complementares, para confirmar diagnóstico de intoxicação por agrotóxicos, e notificar a Vigilância em Saúde municipal.
Não é necessário aguardar resultados de exames complementares para realizar a notificação compulsória, que deve ser feita na suspeita clínica.
C
Tratar os sintomas, solicitar exames complementares, notificar o caso no Sistema de Notificação de Agravos e Doenças (Sinan), conceder atestado médico e solicitar matriciamento à Vigilância em Saúde do Trabalhador.
Alternativa aceita pela banca. Explicação abaixo.
D
Informar não ser responsável pelo preenchimento da comunicação de acidente de trabalho (CAT), por ser atribuição exclusiva da medicina do trabalho, no centro municipal de referência em saúde do trabalhador.
A CAT deve ser preenchida por qualquer médico que preste atendimento ao trabalhador, não sendo atribuição exclusiva do médico do trabalho.
Ver Resposta e Comentário
Resposta CorretaC
Comentário
No caso de suspeita de intoxicação aguda por agrotóxicos, o médico deve priorizar o cuidado ao paciente (tratar sintomas e solicitar exames). Ademais, trata-se de um agravo de notificação compulsória, devendo ser registrado no SINAN. O atestado e o matriciamento junto à Vigilância em Saúde do Trabalhador completam a abordagem correta na Atenção Primária, garantindo assistência e vigilância epidemiológica.
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