Questão 32 — Revalida INEP 2026.1
Puérpera, 24 anos, imigrante recém-chegada ao Brasil, é admitida na maternidade 30 minutos após parto extra-hospitalar. Relata que o parto ocorreu rapidamente, sendo a placenta completamente expulsa alguns minutos após. Ao exame inicial, apresenta-se hemodinamicamente estável e com útero contraído, apesar de manter sangramento vaginal moderado. Ao exame do canal de parto, identifica-se laceração perineal envolvendo pele, mucosa vaginal e musculatura perineal, sem acometimento do esfíncter anal ou da mucosa retal. A paciente demonstra ansiedade, dificuldade de compreensão do idioma e questiona repetidamente o que será feito.
Considerando a avaliação realizada e as boas práticas recomendadas pela OMS e pelo Ministério da Saúde para uma assistência humanizada, a conduta adequada é
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A paciente apresenta uma laceração perineal de 2º grau (envolve mucosa vaginal, pele e os músculos do corpo perineal, mas preserva o esfíncter anal - que seria 3º grau), sendo necessária a episiorrafia sob infiltração de anestesia local.
Como premissa central da humanização do parto e dos princípios bioéticos, nenhuma intervenção deve ser feita sem a prévia explicação e consentimento da mulher. A dificuldade com o idioma impõe ao profissional o esforço de utilizar linguagem acessível, empatia (e intérprete, se possível), a fim de acalmar a paciente e garantir o exercício da sua autonomia, sendo esta a conduta mais adequada recomendada pelos manuais ministeriais.
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