Questão 31 — Revalida INEP 2026.1
Homem, 28 anos, é admitido na sala de trauma de uma Unidade de Emergência vítima de colisão automobilística em alta velocidade com desaceleração súbita. Encontra-se consciente, queixa-se de dor torácica difusa. Ao exame, PA 110 x 70 mmHg, FC 110 bpm e oximetria de pulso de 96% (em ar ambiente); sem jugulares túrgidas ou assimetrias na expansibilidade torácica, percussão torácica timpânica bilateral e bulhas normofonéticas. Apresenta escoriações na parede anterior do tórax. A radiografia de tórax inicial revela mediastino alargado, apagamento do botão aórtico e desvio da traqueia para a direita.
A principal hipótese diagnóstica é
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A cinemática do trauma (alta velocidade com desaceleração súbita) somada aos achados clássicos na radiografia de tórax (alargamento do mediastino, apagamento do botão aórtico e desvio da traqueia para a direita) são sinais altamente sugestivos de uma Ruptura Traumática da Aorta (Lesão de Aorta) contusa.
Esta lesão ocorre classicamente no istmo aórtico, logo após a emergência da artéria subclávia esquerda, que é a região onde a aorta móvel se prende e sofre maior tensão de cisalhamento na desaceleração. A suspeita impõe a realização imediata de uma angiotomografia para confirmação e planejamento cirúrgico/endovascular.
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