Questão 35 — Revalida INEP 2026.1
Jovem de 17 anos, previamente hígido, é levado à Unidade de Pronto Atendimento após ter sido encontrado pelos pais sonolento e com sinais de ingestão de medicamentos não conhecidos. Após a estabilização clínica inicial, o paciente está consciente, mas pouco colaborativo com a equipe médica, apresenta discurso lentificado e evasivo, dizendo estar há cerca de 3 meses com humor deprimido, perda de interesse e culpa excessiva. Ele confirma a tentativa de suicídio e diz que já vinha planejando há semanas, mas pede veementemente ao médico plantonista que mantenha sigilo total sobre a tentativa de suicídio e o motivo (alega ser vítima de bullying na escola), pois tem medo da reação dos pais, que estão aguardando na sala de espera.
Qual é a conduta adequada no contexto desse atendimento?
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De acordo com o Código de Ética Médica e o Estatuto da Criança e do Adolescente, o direito ao sigilo do paciente menor de idade (quando capaz de avaliar o próprio problema e de resolvê-lo) deve ser respeitado, EXCETO em situações de risco iminente e grave à sua vida ou à de terceiros.
Uma tentativa de suicídio, associada a planejamento prévio e sintomatologia depressiva, configura um estado de risco vital imediato (o paciente perde a autonomia para que seu sigilo seja preservado). A quebra do sigilo é mandatória e ética, devendo a família (pais ou responsáveis legais) ser imediatamente informada e envolvida no plano terapêutico para organizar vigilância estrita e prevenção de nova tentativa, avaliando-se a segurança domiciliar ou a necessidade de internamento hospitalar protetivo.
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