Questão 41 — Revalida INEP 2026.1
Mulher, 42 anos, é levada por familiares à Unidade de Pronto Atendimento com quadro de febre, agitação e confusão mental iniciadas no dia anterior. Relatam que, nas últimas semanas, ela vinha perdendo peso, queixando-se de dor no pescoço, suando excessivamente e dizendo que seu “coração disparava” mesmo em repouso, mas não procurou atendimento médico. Referiram ainda que a paciente faz uso regular de bebidas alcoólicas, sem conseguirem precisar a quantidade. Ao exame físico, observa-se temperatura axilar de 38,4 °C, FC 156 bpm, FR 28 irpm e PA 128 x 76 mmHg. À inspeção, apresenta abaulamento na região cervical anterior; ausculta pulmonar normal; ausculta cardíaca com ritmo regular taquicárdico em dois tempos; desorientação e tremor fino de extremidades.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, a conduta inicial prioritária é
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A apresentação clínica de uma paciente com histórico prévio sugestivo de tireotoxicose não tratada (perda de peso, sudorese, taquicardia, bócio anterior visível) que evolui agudamente com febre alta, desorientação e arritmia com taquicardia extrema constitui emergência endócrina gravíssima: a Tempestade Tireoidiana.
O manejo imediato da tempestade foca no bloqueio severo das consequências hiperadrenérgicas que levam ao colapso cardiovascular. O betabloqueador (especialmente o Propranolol em altas doses) é a medicação de escolha na linha de frente (bloqueia o estímulo catecolaminérgico e inibe parcialmente a conversão de T4 em T3 na periferia).
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