Questão 43 — Revalida INEP 2026.1
Gestante de 30 semanas, vítima de atropelamento em via pública por carro há 35 minutos. Foi trazida pelo SAMU em prancha, com estabilização cervical, oferta de oxigênio por cateter nasal e com dois acessos calibrosos infundindo solução fisiológica. Na avaliação inicial da unidade de emergência, apresentava FR 26 irpm; FC 130 bpm e PA 80 x 40 mmHg. O abdome encontra-se doloroso à palpação.
O próximo passo no atendimento dessa paciente deve ser
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A paciente (gestante a partir do 2º/3º trimestre, 30 semanas) apresenta quadro de choque (hipotensa a 80x40 mmHg e muito taquicárdica). Durante a ressuscitação inicial e no trauma em gestantes acima de 20-24 semanas, existe um fator complicador crítico: o útero grávido volumoso comprime diretamente a veia cava inferior se a paciente estiver deitada em decúbito dorsal rígido (como em pranchas).
Isso acarreta queda drástica do retorno venoso e da pré-carga, exacerbando e perpetuando qualquer estado de choque hemorrágico. Portanto, a conduta imperativa e imediata no "C" (ou durante o A/B) do trauma gestacional é a descompressão aortocava, feita classicamente pela elevação e lateralização manual da prancha e útero em 15 a 30 graus para o decúbito lateral esquerdo.
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