Questão 79 — Revalida INEP 2026.1
Ao chegar para uma visita domiciliar a uma mulher de 78 anos, em acompanhamento por doença de Alzheimer, o Médico de Família e Comunidade é abordado de forma reservada, ainda na porta da casa, pela filha e principal cuidadora da paciente. A filha solicita um relatório que ateste a incapacidade da idosa de gerir a própria vida e seus bens, mas pede que o médico não comente sobre o documento com a paciente, afirmando que a mãe sofreria muito com a realidade da perda de autonomia. Durante a conversa, o médico identifica que a solicitação decorre do bloqueio do cartão de benefício e da suspensão da renovação de empréstimos consignados pelo banco, que passou a exigir prova de vida presencial ou a apresentação de termo de curatela ou laudo de interdição. A filha argumenta que a locomoção é penosa e que o ambiente bancário, tumultuado e com espera prolongada, gera enorme desgaste e agitação na idosa, razão pela qual prefere resolver a situação sem expor a paciente a deslocamentos desnecessários.
Considerando os preceitos do Código de Ética Médica, esse profissional deve
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Alternativa Correta: D. O Código de Ética Médica estabelece que o médico deve sempre garantir a transparência no relacionamento com o paciente e nunca o excluir da sua esfera de assistência. Omissões propositais para "poupar" o paciente contrariam os princípios de respeito à autonomia em processos demenciais, cujas capacidades devem ser avaliadas. A "interdição" ou declaração de incapacidade civil ou curatela é um ato Jurídico e pericial feito por juiz; o papel ético do médico da família é avaliar o estado mental, documentar e fornecer informações em prontuário/relatório técnico para subsidiar os canais de justiça formal (e não emitir laudos secretos ou atestos de interdição informal para bancos).
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