Questão 95 — Revalida INEP 2026.1
Uma Unidade de Saúde da Família em área de elevada incidência de dengue recebe João, 33 anos, sem comorbidades, apresentando febre há 2 dias, dor retro-orbitária, mialgia intensa e inapetência. Ao exame inicial: PA 118 x 76 mmHg; FC 92 bpm; tempo de enchimento capilar < 2 segundos; boa hidratação; ausência de dor abdominal e de sinais de sangramento. Hematócrito 42%; plaquetas 155.000/mm³. Foi liberado com analgésicos e hidratação oral. O paciente retorna após 2 dias relatando piora do estado geral, com vômitos persistentes, sensação de desmaio e dor abdominal contínua no quadrante superior direito, e diurese diminuída. Ao exame físico: PA 104 x 70 mmHg; FC 108 bpm; tempo de enchimento capilar 3 segundos; extremidades discretamente frias; dor à palpação do hipocôndrio direito; sinais de desidratação. Novo hemograma: hematócrito 46%; plaquetas 82.000/mm³.
Considerando a propedêutica da dengue e a estratificação de risco por grupos, qual deve ser a conduta imediata?
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Alternativa correta: A. No retorno, o paciente apresenta sinais de alarme — vômitos persistentes, dor abdominal contínua e sensação de desmaio — associados a taquicardia, enchimento capilar de 3 segundos, extremidades frias e oligúria. Esses achados de hipoperfusão caracterizam choque compensado e dengue grave (Grupo D), mesmo com pressão sistólica ainda acima de 90 mmHg, pois a hipotensão é um achado tardio do choque.
A conduta imediata é obter acesso venoso calibroso, iniciar expansão rápida com solução cristaloide, monitorar continuamente e encaminhar para atendimento hospitalar de emergência/UTI. Pelo protocolo do Ministério da Saúde, o Grupo D recebe inicialmente soro fisiológico a 0,9% na dose de 20 mL/kg em até 20 minutos, com reavaliações frequentes. A alternativa A é a melhor disponível por reunir hidratação venosa, monitorização hemodinâmica e internação, embora não detalhe todo o esquema de expansão.
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