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Sírio Libanês SP 2027 R3 Clínica Médica

Questão 34 — Sírio Libanês SP 2027 R3 Clínica Médica

Clínica Médica Gastroenterologia e Hepatologia Doenças Metabólicas e Vasculares do Fígado
Mulher de 58 anos, assintomática, comparece em consulta de rotina. Nega fadiga, desconforto abdominal, icterícia ou sangramentos. Relata não ter o hábito de consumir bebidas alcoólicas, usar medicamentos hepatotóxicos ou formulações fitoterápicas. Ela tem antecedente de diabetes mellitus tipo 2 diagnosticado, há 8 anos (em uso de metformina, 1.000 mg/dia), além de obesidade grau I e dislipidemia (parou a medicação por conta própria). Ao exame físico: pressão arterial: 138 x 82 mmHg; frequência cardíaca: 76 bpm; IMC: 33,9 kg/m2; abdome: globoso, flácido, indolor à palpação; fígado palpável no rebordo costal direito, com borda romba e indolor; ausência de esplenomegalia, ascite, eritema palmar ou circulação colateral. Exames séricos: AST (TGO): 48 U/L; ALT (TGP): 52 U/L; plaquetas: 180.000/mm3; glicemia de jejum: 145 mg/dL; hemoglobina glicada (HbA1c): 7,6%; albumina: 4,1 g/dL; bilirrubinas normais. Ultrassom: fígado com ecogenicidade difusamente aumentada, atenuando o feixe sonoro nas porções profundas, padrão compatível com esteatose hepática de grau moderado; vias biliares normais. O escore não invasivo FIB-4 é de 2,14 (intermediário risco). Em relação ao caso descrito, é correto afirmar:
A a introdução de análogos do receptor de GLP-1, como a semaglutida, constitui uma intervenção terapêutica válida, nesse cenário, para promover perda ponderal e melhorar a histologia hepática.
B a metformina atua de forma direta na reversão da esteatoepatite e na degradação das traves fibróticas intra-hepáticas, justificando o aumento de sua dosagem como estratégia para a resolução do quadro.
C a suplementação em altas doses de vitamina E atua como medida para mitigar a progressão fibrótica, considerando sua alta eficácia validada no controle do estresse oxidativo em indivíduos portadores de esteatose hepática e diabetes.
D a tomografia de abdome com fase de contraste venoso é o exame recomendado para solucionar a incerteza do escore FIB-4, permitindo maior precisão nas medidas da rigidez tecidual e em pacientes com excesso de adiposidade.
E o escore de risco de fibrose da paciente utiliza fosfatase alcalina e gama-GT na fórmula que traduzem a magnitude da atividade necroinflamatória e a extensão do dano aos ductos biliares periféricos.
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Resposta Correta A
Comentário

Obesidade (IMC 33,9), DM2, dislipidemia, esteatose ecográfica e aminotransferases discretamente elevadas sugerem MASLD com possível MASH. O GLP-1RA semaglutida pode produzir perda ponderal e benefício metabólico, com evidência de melhora da esteato-hepatite em populações selecionadas. FIB-4 de 2,14 exige segunda etapa de estratificação (elastografia transitória/ELF), não tomografia para medir rigidez. Controle do diabetes, peso, lipídios e risco cardiovascular permanece essencial.

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