Questão 15 — SUS SP 2024
Uma mulher de 37 anos de idade, enfermeira e empresária (dona de serviços de homecare), foi internada em hospital particular para tratamento de pielonefrite não complicada, refratária à antibioticoterapia, via oral, com cefuroxima. Exames: HB 12,7; leucócitos 12.750; plaquetas 320.000; ureia 37; creatinina 0,8; e PCR 17,5. Exame físico: temperatura de 37,6 °C, mantendo leve ardência urinária. TC sem abscesso, cálculos ou obstrução de qualquer etiologia. O laboratório ligou para avisar que, em breve, liberará, no sistema, o resultado da urocultura, mas já afirmou que se trata de uma E. coli ESBL com > 100.000 UFC. A paciente, ansiosa pela alta hospitalar, informou que morava perto do serviço e possuía recursos financeiros e técnicos.
Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta o esquema terapêutico recomendado para a alta hospitalar.
Ver Resposta e Comentário
A paciente tem uma pielonefrite cujas culturas isolaram uma cepa de Escherichia coli produtora de Betalactamases de Espectro Estendido (ESBL). Tais bactérias são imunes à maioria dos betalactâmicos e cefalosporinas. A droga de eleição terapêutica são os carbapenêmicos. Como a paciente tem estrutura para receber tratamento domiciliar diário, o uso do Ertapenem, administrado 1x ao dia (EV ou IM), confere segurança, excelente penetração urinária e praticidade em regime ambulatorial/home care.
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