Questão 31 — TPI Afya 2023.1
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O informe sobre “avaliação dermatológica preliminar”, em tese, sustenta muito bem o diagnóstico clínico de CBC, mas não é suficiente para classificá-lo. No entanto, há elementos descritos no texto, epidemiológicos e próprios da lesão, que relacionam algumas propriedades definidoras do seu risco. A começar por suas caraterísticas, a aparência macroscópica descrita (“pápula de aspecto perolado”) remete ao subtipo com padrão de crescimento nodular, que é menos agressivo. Além disso, somam-se ainda outros critérios de menor gravidade (“paciente sem história prévia de câncer de pele”, lesão bem delimitada menor que 10 mm na área “M” do rosto) que acabam por sugerir fortemente provável CBC de baixo risco. Quanto à melhor estratégia terapêutica no caso em questão, pelos últimos guidelines sobre CBC da NCCN (National Comprehensive Cancer Network), a exérese da lesão com lâmina de bisturi, margens clínicas de segurança (4 mm) e fechamento primário, quando possível, é a conduta mais indicada. A radioterapia nesse tipo de CBC, apesar de também aplicável, é reservada precipuamente para candidatos não cirúrgicos. Já para o CBC superficial, considerado ainda de menor risco, não se aplica a obrigatoriedade de tratamento cirúrgico, diferentemente das lesões de alto risco, em que a técnica micrográfica de Mohs encontra sua maior indicação.
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