Questão 43 — TPI Afya 2023.1
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A paciente tem sinais e sintomas clínicos típicos de insuficiência mitral (IM). Seu tratamento vai depender do grau de acometimento da valva, sintomas e de fatores complicadores. Pacientes com IM importante assintomáticos devem ser periodicamente reavaliados quanto ao desenvolvimento ou não de alterações anatômicas e/ou funcionais secundárias à doença valvar.
São complicadores e que podem levar o paciente a ser operado: disfunção sistólica do ventrículo esquerdo (VE) (fração de ejeção do VE [FEVE] < 60%), dilatação do VE (diâmetro sistólico do VE [DSVE] ≥ 40 mm), HP (PSAP ≥ 50 mmHg em repouso ou ≥ 60mmHg ao esforço) e FA de início recente (desencadeada nos últimos meses).
Os pacientes com IM deverão ter definida a etiologia da valvopatia, uma vez que o seguimento clínico e a programação terapêutica (momento e tipo de intervenção), quando indicada, poderão ser diferentes conforme a causa da IM. No nosso meio a causa mais prevalente é a reumática e não prolapso mitral.
Apesar dos avanços nos métodos diagnósticos, o ecocardiograma transtorácico ainda é o primeiro e principal exame indicado para diagnóstico (e não o transesofágico).
Se presente esse complicador, a fibrilação atrial poderá ser manejada tanto com os anticoagulantes diretos, quanto com varfarina.
A plastia mitral é o procedimento de escolha e não a troca valvar, caso a anatomia seja favorável.
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