Questão 104 — TPI Afya 2023.2
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Manejo de cálculos <10 mm e sem complicações:
O tratamento clínico agudo para cólica renal ou ureteral inclui terapia conservadora, como hidratação, analgesia (um AINE e/ou opioide) e antieméticos. Os AINEs devem ser oferecidos como primeira linha, a menos que haja contraindicação (por exemplo, pacientes com risco de comprometimento renal, insuficiência cardíaca, ulceração gástrica). Os AINEs parentais fornecem alívio para a dor mais sustentado, com menos efeitos adversos, comparados aos opioides. Pacientes com cálculos ureterais recém-diagnosticados <10 mm e que não apresentam fatores complicadores (urosepse, dor intratável, insuficiência renal aguda iminente, obstrução de um rim solitário ou transplantado ou obstrução bilateral) podem ser tratados de forma expectante. Muitos cálculos ureterais <10 mm são expelidos espontaneamente, estando a taxa de expulsão exata relacionada com o tamanho e a localização. A TCE com base em um alfabloqueador, como a tansulosina, a alfuzosina ou a silodosina, pode ser benéfica para promover a expulsão de cálculos ureterais distais maiores (mas ainda <10 mm); no entanto, as taxas de eficácia têm sido questionadas. Se houver passagem espontânea dos cálculos, a maioria ocorrerá dentro de 4 a 6 semanas. Intervenção cirúrgica é indicada na presença de obstrução persistente, ausência de movimentação do cálculo, sepse ou cólica persistente ou progressiva. Tais pacientes, em geral, são acompanhados com exames de imagem periódicos, com uma radiografia de rins, ureteres e bexiga (RUB) e ultrassonografia renal ou uma tomografia computadorizada (TC) sem contraste do abdome e pelve para monitorar a posição do cálculo e o grau de hidronefrose.
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