Questão 91 — TPI Afya 2023.2
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A paciente apresenta desconforto respiratório (dispneia aguda, hipoxemia) e estertores em base pulmonar na ausculta pulmonar. Em conjunto com sua história de hipertensão de longa data e mal controlada, ausculta com B4 e presença de peptídeo natriurético elevado, esses achados indicam edema pulmonar devido à insuficiência cardíaca aguda descompensada. O manejo inclui suplementação de oxigênio, posicionamento adequado (elevação da cabeceira do leito) e diuréticos de alça intravenosos, como a furosemida. A diurese resulta em diminuição da pré-carga cardíaca, a pressão venosa central e a pressão de oclusão capilar pulmonar, o que, por sua vez, reduz o edema pulmonar. Além disso, em pacientes com edema pulmonar, a furosemida provoca venodilatação transitória, reduzindo ainda mais a congestão pulmonar, mesmo antes do início da diurese. Se o desconforto respiratório persistir, o tratamento com vasodilatadores (por exemplo, nitroglicerina) pode ser iniciado para reduzir ainda mais a pré- carga.
O betabloqueador pode ser utilizado no tratamento da hipertensão, especialmente em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva concomitante. Contudo, o metoprolol deve ser evitado em pacientes com insuficiência cardíaca aguda descompensada, que essa paciente muito provavelmente apresenta, pois esse medicamento diminui a contratilidade miocárdica, resultando em disfunção ventricular esquerda e agravamento adicional do edema pulmonar.
A colocação de dreno torácico é indicada em pacientes com pneumotórax, hemotórax ou derrame pleural. Embora essa paciente apresente sintomas associados a essas condições (dispneia, hipoxemia), a ausculta normalmente revelaria diminuição dos sons respiratórios, em vez dos estertores nas bases pulmonares ouvidos na paciente.
Corticosteroides intravenosos são administrados em pacientes com dificuldade respiratória devido à exacerbação aguda da doença pulmonar obstrutiva crônica. Embora a paciente tenha uma história de tabagismo de longa data, o que a coloca em risco aumentado de DPOC, a ausculta revelaria sibilos ou roncos, e não os estertores pulmonares em base pulmonar ouvidos aqui e não teria aumento do peptídeo natriurético sérico.
Inotrópicos como a dobutamina são usados principalmente como medida de curto prazo em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva (ICC) e fração de ejeção reduzida com evidência de choque cardiogênico, hipoperfusão sistêmica e danos a órgãos-alvo. Os inotrópicos não são recomendados para pacientes com ICC com fração de ejeção preservada, como visto nessa paciente.
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