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UNESP 2020

Questão 75 — UNESP 2020

Cirurgia Geral Cirurgia Vascular Tromboangeíte Obliterante
Homem de 35 anos apresenta dor, hiperemia e enduração nos trajetos venosos superficiais, inicialmente nas pernas e atualmente em região lateral das coxas. Há 3 meses, ele apresenta necrose em pododáctilos e úlceras digitais de difícil cicatrização na mão direita. Exame físico: perfusão lentificada nos pés bilateralmente e na mão direita, úlceras com crostas necróticas e fundo pálido e ausência de pulsos distais nos MMII e de pulsos radial e ulnar no MSD, demais pulsos 4+/4, sem sopros, presença de tromboflebite superficial nos membros inferiores. AP: tabagista e hipertenso. A hipótese diagnostica é
A arterite de Takayasu.
B tromboangeíte obliterante.
C síndrome do anticorpo antifosfolípide.
D doença aterosclerótica periférica.
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Resposta Correta B
Comentário

Alternativa correta: B. Homem jovem tabagista com isquemia distal de mãos e pés, úlceras digitais e tromboflebite superficial migratória tem quadro clássico de tromboangeíte obliterante (doença de Buerger).

A tromboangeíte obliterante é vasculite segmentar não aterosclerótica de pequenos e médios vasos, fortemente associada ao tabagismo. Atinge extremidades distais, pode causar claudicação, dor em repouso, úlceras e gangrena, e tromboflebite superficial migratória é achado característico. O tratamento fundamental é cessação completa do tabaco; revascularização muitas vezes é limitada pela distribuição distal.

Análise das alternativas:

  • A: Takayasu acomete grandes vasos e costuma causar redução de pulsos proximais, não o padrão distal com tromboflebite migratória.
  • B: Tabagismo, isquemia distal e tromboflebite superficial migratória são clássicos da tromboangeíte obliterante.
  • C: Síndrome antifosfolípide causa tromboses, mas não produz o padrão segmentar distal típico associado ao tabagismo.
  • D: Aterosclerose periférica é mais comum em idosos e não explica tão bem o acometimento distal de mãos e a tromboflebite migratória.

Ponto-chave: a questão deve ser resolvida priorizando o dado clínico ou fisiopatológico que diferencia a alternativa correta dos distratores, sem extrapolar informações não fornecidas no enunciado.

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