Questão 95 — UNESP 2023
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A alternativa C organiza a cadeia causal esperada pela banca. Na Parte I da Declaração de Óbito, as causas devem ser registradas em sequência, da condição que levou diretamente à morte até a causa básica: choque hipovolêmico por rotura de varizes gástricas, decorrente de cirrose hepática, cuja etiologia descrita é alcoolismo crônico.
A Parte II é reservada para condições significativas que contribuíram para a morte, mas não pertencem à cadeia causal principal. Nesse caso, a hipertensão arterial é colocada como condição contribuinte. Diabetes também foi referido pela família, mas a alternativa oficial seleciona a cadeia mostrada em C.
O fato de o paciente permanecer pouco tempo na UPA não obriga emissão pelo Serviço de Verificação de Óbito. Se o médico assistente conhece uma causa natural plausível e possui elementos para preenchimento, pode emitir a DO conforme regras locais. Na prática, recomenda-se evitar termos vagos quando é possível especificar a doença causal; entretanto, o gabarito oficial estrutura a sequência com o mecanismo terminal seguido das causas antecedentes.
Análise das alternativas:
- A: Incorreta. Hipertensão não faz parte da cadeia causal direta descrita entre alcoolismo, cirrose, varizes e choque hemorrágico.
- B: Incorreta pelo gabarito. A sequência omite o choque hipovolêmico como causa terminal e não explicita toda a cadeia causal adotada pela banca.
- C: Correta. A cadeia causal é choque hipovolêmico ← rotura de varizes gástricas ← cirrose ← alcoolismo crônico; hipertensão fica na Parte II.
- D: Incorreta. Tempo de permanência inferior a 24 horas não determina encaminhamento obrigatório ao SVO quando a causa natural é conhecida.
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