Questão 99 — UNESP 2023
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A alternativa C está correta no contexto das recomendações de reforço adotadas durante a pandemia. Esquemas heterólogos — dose de reforço com plataforma diferente da utilizada no esquema primário — demonstraram boa imunogenicidade e foram amplamente utilizados, inclusive após esquemas com CoronaVac.
A efetividade das vacinas varia conforme desfecho, tempo desde a dose, variante viral, idade e condições clínicas. Não é correto afirmar equivalência direta entre uma dose de Janssen e duas doses de Pfizer em todos os desfechos. Da mesma forma, a proteção contra infecção sintomática tende a diminuir ao longo do tempo, especialmente com variantes com escape imune, embora a proteção contra formas graves seja mais duradoura.
O objetivo das doses de reforço é restaurar proteção e ampliar resposta imune. A escolha da plataforma depende de disponibilidade, recomendações sanitárias, idade e contraindicações. A alternativa D emprega uma caracterização de vacina/variante sem base no programa vacinal usado no Brasil.
Análise das alternativas:
- A: Incorreta. Vacinas Janssen e Pfizer têm esquemas, plataformas e estimativas de eficácia diferentes; não se pode afirmar equivalência simples.
- B: Incorreta. Proteção contra infecção diminui com o tempo e varia com novas variantes, não permanecendo estável por 9–12 meses.
- C: Correta. Esquemas heterólogos de reforço foram recomendados e podem produzir resposta robusta, especialmente após esquemas primários com CoronaVac.
- D: Incorreta. Não existem “vacinas de vírus quiméricos” como categoria responsável por prevenir especialmente a variante gama no sentido descrito.
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