Questão 98 — UNESP 2023
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A alternativa D é correta. O paciente teve uma lesão ulcerada cutânea prévia que cicatrizou espontaneamente e, anos depois, apresenta ulceração intranasal com discreto sangramento. Em morador de área rural, essa evolução é clássica para leishmaniose tegumentar americana com acometimento mucoso.
A forma mucosa pode surgir meses ou anos após a lesão cutânea, especialmente em infecções por espécies do complexo Leishmania braziliensis. O comprometimento costuma começar em mucosa nasal, causando obstrução, epistaxe, crostas e ulceração; casos avançados podem destruir septo e estruturas oronasais.
O diagnóstico é confirmado por métodos parasitológicos, histopatologia, testes moleculares e apoio sorológico conforme contexto. Carcinoma espinocelular é diferencial importante de úlcera crônica, mas não explica tão bem a sequência epidemiológica. Cromoblastomicose é tipicamente verrucosa e cutânea, e tuberculose mucosa é menos provável. A pista central é a lesão cutânea antiga seguida de doença mucosa tardia.
Análise das alternativas:
- A: Incorreta. Carcinoma espinocelular pode ulcerar, mas a história de lesão cutânea prévia espontaneamente cicatrizada seguida de lesão mucosa nasal favorece leishmaniose.
- B: Incorreta. Tuberculose nasal é rara e o antecedente cutâneo descrito não compõe o padrão epidemiológico mais típico.
- C: Incorreta. Cromoblastomicose causa lesões verrucosas crônicas e não costuma evoluir com acometimento mucoso nasal metastático.
- D: Correta. Lesão cutânea prévia em morador rural seguida anos depois por úlcera de septo nasal é típica da forma mucosa da leishmaniose tegumentar.
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