Questão 8 — UNESP 2026
Menino de 9 meses de idade, previamente hígido, é trazido ao PS em crise tônico-clônica generalizada há 25 minutos. Recebeu midazolam intranasal 0,5 mg/kg há 10 minutos pela equipe pré-hospitalar, sem sucesso na interrupção da crise. Exame físico: crise convulsiva generalizada persistente; SatO2 97% em uso de máscara não reinalante a 10 L/min; FC: 190 bpm; PA: 90 × 55 mmHg; glicemia capilar 96 mg/dL; T: 37,9 ºC; fontanela anterior plana. Foi realizado acesso venoso e administrado midazolam IV 0,2 mg/kg, sem cessação da crise.
A próxima conduta farmacológica é administrar:
Ver Resposta e Comentário
O paciente encontra-se em Estado de Mal Epiléptico (crise com duração prolongada). O protocolo clássico preconiza a administração de benzodiazepínicos como primeira linha (máximo de duas doses, o que já foi feito neste caso com midazolam intranasal e depois venoso).
Como as crises persistiram após a primeira etapa, deve-se avançar imediatamente para a segunda linha com uma droga antiepiléptica, sendo a Fenitoína IV (dose de ataque de 20 mg/kg infundida lentamente, sob monitorização cardíaca) a droga de escolha mais clássica, ao lado do fenobarbital ou levetiracetam.
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