UNIFESP 2026
Questão 34 — UNIFESP 2026
Homem, 68 anos de idade, com diagnóstico de diabetes mellitus do tipo 2 e hipertensão há 20 anos, compensado clinicamente, vem em consulta de rotina, sem queixas. Exame físico: PA = 128/82 mmHg, sem outras alterações. Exames laboratoriais: creatinina = 1,50 mg/dL (TFGe por CKD-EPI = 50 mL/min/1,73m²), ureia = 42 mg/dL, sódio = 138 mEq/L, potássio = 4,2 m Eq/L, glicemia de jejum = 102 mg/dL, Hb1Ac = 6,2%; urina 1: pH = 5,5, densidade = 1015, proteína +, hematúria ausente, glicosúria ausente; relação albumina/creatinina em amostra isolada de urina = 400 mg/g. Faz uso de enalapril 40 mg/dia, anlodipino 10 mg/dia, metformina 2000 mg/dia. Foi iniciado dapaglifozina 10 mg/d. Após 4 semanas, o paciente retorna em consulta, assintomático, sem queixas ou intercorrências no período, trazendo novos exames: creatinina = 1,67 mg/dL (TFGe por CKD-EPI = 44 mL/min/1,73m²), ureia = 40 mg/dL, sódio = 138 mEq/L, potássio = 4,2 mEq/L. Qual é a conduta mais adequada?
Ver Resposta e Comentário
Resposta Correta
A
Comentário
A introdução de inibidores do SGLT2 (como dapaglifozina) causa tipicamente uma queda inicial e transitória na Taxa de Filtração Glomerular (TFG) de até 30% nas primeiras semanas. Isso ocorre devido à reversão da hiperfiltração glomerular por vasoconstrição da arteríola aferente. Como a queda da TFG foi leve e o paciente está estável com eletrólitos normais, a conduta correta é manter as medicações, pois a medicação confere nefro e cardioproteção a longo prazo.
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