Homem de 52 anos sofreu fratura da região distal do rádio que foi tratada com imobilização gessada há 12 horas. Retornou ao pronto socorro com forte dor no punho que não melhorava com analgesia. Ao exame físico apresentava edema dos dedos e dor forte ao movimenta-los. Perfusão dos dedos presente com enchimento capilar lentificado. Qual a melhor conduta?
A
Encaminhar para cirurgia para realização de osteossíntese da fratura e liberação dos compartimentos.
Incorreta. A conduta “Encaminhar para cirurgia para realização de osteossíntese da fratura e liberação dos compartimentos” não é a melhor abordagem para este cenário. Dor intensa refratária, edema e dor com movimentação passiva pouco após imobilização levantam suspeita de síndrome compartimental por compressão do gesso.
B
Retirada imediata da imobilização, confecção de imobilização provisória, observação da evolução.
Correta. Dor desproporcional e dor à mobilização após gesso sugerem síndrome compartimental; a primeira medida é liberar a imobilização.
C
Encaminhar para cirurgia para realização de osteossíntese da fratura sem necessidade de fasciotomia.
Incorreta. A conduta “Encaminhar para cirurgia para realização de osteossíntese da fratura sem necessidade de fasciotomia” não é a melhor abordagem para este cenário. Dor intensa refratária, edema e dor com movimentação passiva pouco após imobilização levantam suspeita de síndrome compartimental por compressão do gesso.
D
Iniciar uso imediato de opioides e elevar o membro sem interferir no tratamento da fratura.
Incorreta. A conduta “Iniciar uso imediato de opioides e elevar o membro sem interferir no tratamento da fratura” não é a melhor abordagem para este cenário. Dor intensa refratária, edema e dor com movimentação passiva pouco após imobilização levantam suspeita de síndrome compartimental por compressão do gesso.
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Resposta CorretaB
Comentário
Dor intensa refratária, edema e dor com movimentação passiva pouco após imobilização levantam suspeita de síndrome compartimental por compressão do gesso. A medida imediata é retirar/bivalvar a imobilização e reavaliar; persistindo hipertensão compartimental, procede-se à fasciotomia.