USP RP 2024
Questão 98 — USP RP 2024
Parturiente de 38 anos, secundigesta (um parto vaginal anterior há 2 anos), 38 semanas de idade gestacional, chega à maternidade em fase ativa de trabalho de parto, apresentando evolução taquitócica, com nascimento de neonato masculino, 3120g, Apgar 8/10. Realizado manejo ativo do terceiro período do parto. A dequitação placentária ocorre espontânea e completamente após 30 minutos da expulsão fetal, seguida de sangramento via vaginal moderado, mal estar geral, tontura, agitação psicomotora. Antecedentes pessoais: síndrome coronariana aguda com necessidade de cirurgia de revascularização miocárdica há 3 anos em seguimento clínico. Exame físico: Regular estado geral, hipocorada (+++/++++), pressão arterial: 80x45 mmHg. Frequência cardíaca: 123 bpm, Frequência respiratória: 24 ipm, saturação de O₂ = 92%. Exame gineco-obstétrico: fundo uterino palpável a 2 cm acima da cicatriz umbilical, consistência amolecida, canal de parto íntegro. A equipe assistencial imediatamente iniciou primeiro pacote de intervenções com manobra de Hamilton, reposição volêmica com cristaloides e hemocomponentes, infusão de ocitocina e de ácido tranexâmico, porém sem resposta adequada quanto ao sangramento e estabilização clínica. Qual a conduta deve ser indicada em sequência?
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Resposta Correta
C
Comentário
Útero amolecido e aumentado após dequitação completa, sem laceração do canal, indicam atonia uterina. Após massagem/compressão, ocitocina, cristaloides/hemocomponentes e ácido tranexâmico sem resposta, deve-se escalar com outro uterotônico e balão de tamponamento intrauterino. Como a paciente tem doença coronariana, metilergometrina deve ser evitada por vasoconstrição.
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