USP RP 2025
Questão 34 — USP RP 2025
Mulher de 68 anos, procura a Unidade de Saúde da Família (USF) em demanda espontânea e no acolhimento refere febre não aferida há 4 dias, associada à cefaleia, mialgia, artralgia, náuseas e diarreia. Nega vômito, dor abdominal. Não buscou atendimento antes, pois o esposo e o filho estão diagnosticados com dengue e acreditou que pudesse ser o mesmo. A técnica de enfermagem solicita supervisão da enfermeira que orienta a mesma a notificar dengue, realizar prova do laço e hematócrito em centrifuga e após os resultados solicita avaliação médica. A médica de família e comunidade examina a paciente e identifica que a mesma está em BEG, corada, hidratada, PA 136X79 mmHg, FC 96 bom, FR 16 ipm, auscultas cardíaca e respiratória sem alterações; Abdome: RHA +, normoativo, indolor, sem visceromegalias, Descompressão brusca (DB) ausente, membros sem edema, panturrilhas livres. Prova do laço positiva. Hematócrito: 49%. Qual a melhor conduta inicial para esta situação?
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Resposta Correta
D
Comentário
A paciente tem suspeita forte de dengue (vínculo epidemiológico, clínica compatível). Embora inicialmente pertencesse ao Grupo B pela idade (68 anos), o hematócrito elevado para uma mulher (49%) reflete hemoconcentração confirmada, um sinal de alarme clássico. A presença de qualquer sinal de alarme a reclassifica para o Grupo C. De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde para o manejo da Dengue (2024), a fase de hidratação para o Grupo C na atenção primária/USF ou unidades de pronto atendimento envolve a hidratação venosa imediata na dose de 10 ml/kg na primeira hora, utilizando cristaloides (como o Soro Fisiológico 0,9% ou Ringer Lactato), seguido de reavaliação clínica.
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