Questão 27 — USP SP 2022
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Alternativa correta: A. A paciente deve ser acolhida sem julgamento, com preservação do sigilo e escuta qualificada. Mesmo quando a interrupção não se enquadra nas hipóteses legais, o profissional deve fornecer informações sobre riscos, sinais de alarme, prevenção de complicações e alternativas de cuidado, sem denunciar automaticamente a paciente.
Ponto-chave: O dever de cuidado e sigilo permanece em situações de aborto provocado. A abordagem deve ser baseada em redução de danos, autonomia, confidencialidade e atenção às situações em que a lei permite interrupção da gestação.
Como chegar à resposta: O enunciado deve ser resolvido identificando os dados que realmente mudam a decisão clínica. Neste caso, os elementos centrais são: Jéssica é uma paciente que mora em uma região de baixa renda. Ela é acompanhada desde a infância na Estratégia de Saúde da Família. Hoje ela tem 23 anos e procura o médico chorosa, pois há alguns dias realizou o teste de gravidez que veio positivo. Refere atraso menstrual de 10 semanas e pretende interromper a gestação. Já entrou na internet e verificou onde conseguir as medicações. Tem apoio de uma amiga muito próxima com quem tem conversado bastante há vários dias. Esses achados devem ser integrados ao tema Aborto; a alternativa A é a que mantém essa coerência clínica e temporal.
Aplicação prática e estratégia de prova: em questões semelhantes, primeiro defina o problema principal, depois localize gravidade, janela temporal e etapa de manejo solicitada. A resposta correta aqui é Sua decisão e orientar sobre os riscos dos métodos, caso decida interromper a gestação.. Os distratores geralmente misturam diagnósticos plausíveis com um detalhe incompatível, antecipam uma etapa que ainda não está indicada ou propõem exame/tratamento desproporcional. Por isso, vale conferir cada alternativa contra os achados-chave do caso antes de decidir.
Na análise das alternativas:
- A: Acolher a decisão e orientar riscos e sinais de alarme respeita autonomia e redução de danos.
- B: Não é obrigatório envolver o ex-parceiro; a decisão e o sigilo pertencem à paciente.
- C: Não há dever de denunciar automaticamente a paciente à Justiça.
- D: O Código de Ética não impede aconselhamento, acolhimento e cuidado clínico.
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